Home Artigos Destacado Pfáffia paniculata - A famosa planta amazônica

Pfáffia paniculata - A famosa planta amazônica

Utilização tradicional:

O nome “paratudo” é indicativo da variedade dos casos de utilização.

E isto é por conta das propriedades adaptogênicas da planta (propriedades igualmente encontradas no ginseng asiático) que aumentam a resistência do corpo às influências desfavoráveis e tem um efeito fortificante sobre o corpo no seu todo. Desta forma as populações locais o utilizam, por gerações, como um tônico geral, rejuvenescedor, tônico sexual e como remédio geral para numerosos tipos de doenças.

No Brasil, na fitoterapia, é utilizada para melhorar a oxigenação das células, estimular o apetite e a circulação, equilibrar os níveis de açúcar no sangue, reforçar o sistema imunitário, o sistema muscular e a memória. Auxilia no combate a fadiga crônica, o câncer, a mononucleose, os tumores, a impotência, a artrite, a hipertensão, os sintomas da menopausa, a anemia e numerosas formas de stress.

No Equador a raiz é considerada como um tônico e um normalizador do sistema cardiovascular, do sistema nervoso central, do sistema reprodutivo e do sistema digestivo. É utilizada para tratar as desordens hormonais, as disfunções sexuais e a esterilidade, a arteriosclerose, a diabetes, as desordens digestivas e circulatórias, os reumatismos e bronquites. Na Europa é utilizada para diminuir os efeitos secundários dos contraceptivos, contra o colesterol, para neutralizar as toxinas e como tônico geral reconstituinte na convalescença.

Princípios Ativos

Nutricionalmente a raiz de Pfáffia paniculata contém 19 diferentes aminoácidos, um grande número de electrólitos, traços minerais de ferro, magnésio, zinco, vitaminas A, B1, B2, E, K e ácido pantotênico. Seu alto teor de germânio é provavelmente a origem de sua utilização como oxigenador ao nível celular. Seu alto teor de ferro pode explicar sua utilização tradicional nos casos de anemia.

A raiz contém também compostos originais de saponinas, de ácidos pfáfficos, de glicósidos e de nortriterpenos. A planta é também chamada “o segredo Russo” pois ela é utilizada pelos atletas olímpicos russos por anos, para aumentar a constituição muscular e fortalecer a resistência sem os efeitos secundários dos esteróides. Esta ação é atribuída a um composto do tipo anabolizante chamado beta-ecdisterona e de três glicósidos originais (ecdisteroides) que estão presentes em grandes quantidades na raiz.

A raiz contém uma alta taxa de saponinas (próximo de 11%). As saponinas particulares encontradas na raiz incluem um grupo químico original que os cientistas baptizaram pfaffosídeos. Estas saponinas demonstraram clinicamente uma capacidade de inibir as células de melanomas cancerosos (in vitro) e a regular os níveis de açúcar no sangue (in vivo).

Os pfaffosídeos e os ácidos pfáfficos do ginseng brasileiro foram patenteados como compostos anti-tumorais em várias patentes japonesas em meados dos anos 80. Os estudos mais recentes têm demonstrado que a simples administração da raiz permite inibir a extensão dos linfomas e das leucemias. É necessário notar, entretanto, que essa atividade de inibição não elimina as células cancerosas.

Composição: alantoina, beta-ecdisterona, beta-sistosterol, daucosterol, germânio, ferro, magnésio, nortriterpenoides, ácido pantotênico, ácido pfáffico, pfaffosídeos A-F, polipodina B, saponinas, sílica, stigmasterol, stigmasterol-3-o-beta-d-glucosido, vitamina A, B1, B2, E, K e C

O Brasil é um dos países que possui maior biodiversidade no mundo e a população brasileira tem grande tradição no uso da flora para atender suas necessidades básicas em saúde(Garcia, 2000).

A Pfáfia é utilizada há séculos pelos índios brasileiros na cura e prevenção de doenças e estudos recentes têm confirmado a sua eficiência (Nishimoto et al., 1984; Nashimoto et al., 1990; Shiobara et al., 1993). As raízes de espécies do gênero Pfáffia são usadas na medicina popular no Brasil, especialmente como tônicas, afrodisíacas e antidiabéticas. Estas espécies, conhecidas popularmente como ginseng-brasileiro e, internacionalmente, comosuma, despertaram a atenção de povos asiáticos e europeus e vêm sendo exportadas em quantidades cada vez maiores.

Estima-se que nos últimos sete anos o consumo tenha aumentado entre 15 e 17% ao ano (Corrêa Júnioret al., 2002). São conhecidas por ginseng-brasileiro, principalmente a Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen, P. paniculata Kuntze e a P. iresinoides (H.B.K.) Sprengel, cujos estudos fitoquímicos e farmacológicos já estão bastante avançados.

Entre os princípios ativos das raízes de Pffáfia está a β-ecdisona, ecdisteróide, hormônios utilizados na cosmética e na medicina, como os antitumorais (Dinan, 2001; Vigo, 2004).

Componentes principais:

Pfaffosides, saponinas (nomeadamente a digitalis), alantoinas, beta sitosteróis, triterpenóides, vitaminas A, B1, B2,E,K, zinco.

Planta vivaz originária da bacia amazônica. É muito consumida pelos indígenas da floresta amazônica. Usada como tônico, energético, rejuvenescedor, tônico sexual, é chamada “plantas para todos os males” na medicina tribal. Tem a particularidade de aumentar o intercâmbio de oxigênio ao nível das células. É muito utilizada para tratar as úlceras gástricas desde há mais de 300 anos. É muitas vezes creditada por ter efeitos notáveis no equilíbrio hormonal, na estimulação da imunidade e na luta contra o envelhecimento.

Suspeita-se que os atletas russos a teriam utilizado maciçamente como alternativa aos esteróides para aumentar a massa muscular e a resistência. Tem uma eficácia notável entre os suplementos úteis para a musculação, resistência e capacidade de aguentar o cansaço físico.

Utilização tradicional

Adaptogênio - Tônico - Oxigenação das células - Estimulador da circulação sanguínea. - Incrementa a produção de estrogênios - Imunoestimulante - Reforça o sistema muscular - Aumenta a memória - Aumenta a produção de testosterona - Sistema cardio-vascular - Colesterol

Fonte:

CORREA JUNIOR, Cirino; MING, Lin Chau; CORTEZ, Diógenes Aparício G. Sazonalidade na produção de raízes e teor de β-ecdisona em acessos de fáfia. Hortic. Bras., Brasília, v. 26, n. 3, Sept. 2008 . [Links ]. access on 13 Oct. 2010. Ginseng Brasileiro . Em Nome da Terra access on 13 Oct. 2010. CORRÊA JÚNIOR C; CORTEZ DAG; MING LC; SOARES W. 2006. Fáfia - o ginseng brasileiro: aspectos agronômicos e fitoquímicos. Editora Clichetec Ltda, Maringá, 22p. [ Links ] DINAN, L. 2001 Phytoecdysteroids: biological aspects. Phytochemistry 57: 325-339. [ Links ] MARQUES LC. 1998. Avaliação da ação adaptógena das raízes de Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen-Amaranthaceae. São Paulo: USP, 145p. (Tese doutorado). [ Links ] NISHIMOTO N; NAKAI S; TAKAGI N; HAYASHI S; TAKEMOTO T; ODASHIMA S; KIZU H; WADA Y. 1984. Pfaffosides and nortriterpenoid saponins from Pfaffia paniculata. Phytochemistry 23: 139-142. [ Links ] NISHIMOTO N; SHIOBARA Y; INOUE S; TAKEMOTOA T; AKISUE G; OLIVEIRA F; AKISUE MK; HASHIMOTO G. 1990. Ecdisteroides de Pfaffia glomerata. In: Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, 11. 1990. João Pessoa, Pb.Anais... João Pessoa: Universidades Federais da Paraíba. [ Links ] SHIOBARA Y; INQUE SS; KEATO K; NISHIGUCHI Y; OISHI Y; NISHIMOTO N; OLIVEIRA F; AKISUE G; AKISUE MK; HASHIMOTO G. 1993. A nortriterpenoid, triterpenoids and ecdysteroids from Pfaffia glomerata. Phytochemistry32: 1527-1530. [ Links ] VIGO CLS. 2004. Caracterização farmacognóstica comparativa da Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen eHerbanthe paniculata Martius-Amaranthaceae. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 6: 7-19. Luis Guerreiro

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